Grupo Quero-Quero

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Formação Atual (01/05/97)
  • ANDRÉ LUCENA (Jan/94) - Vocal
    Nasceu em Caxias do Sul (11.out.67), formado em Educação Física pela UFRGS. Iniciou na música em 85, fundando o Grupo Raízes, em Antônio Prado. Em 1990 começa a atuar no Bar Calhandra, Em Porto Alegre. Em fevereiro e 1991 vence o Festival de Novos Talentos, no Bar Pulperia, passando a atuar na casa a partir de setembro do mesmo ano. Em 1993 é convidado por alguns compositores a participar de festivais de música como a Gauderiada (Rosário do Sul), Coxilha Nativista (Cruz Alta), Ronda de São Pedro (São Borja), Carijo da Canção (Palmeiras das Missões). Neste período destaca-se na Figueira da Canção (Porto Alegre) interpretando a música vencedora e conquistando o prêmio de Melhor Intérprete. Participou também do Chamamento do Pampa (Passo Fundo), fazendo parte do grupo vencedor do festival, além de realizar vários shows pelo interior do estado.

  • CRISTIANO M. A. TEIXEIRA (Out/93) - Bateria e Vocal
    nasceu (10.novembro.1977) e criou-se em Canoas-RS. Também é músico vocacionado e, aos 13 anos, venceu todas as barreiras da família e começou a tocar profissionalmente com o Grupo Ideais Farroupilhas, de sua cidade natal, onde permaneceu dois anos e de onde afastou-se para integrar-se à formação do Grupo Quero-Quero. Em outubro/93, faltando poucos dias para completar 16 anos, acomodou-se entre as 12 peças da bateria TAMA (Made in Japan) do Quero-Quero para mostrar seu trabalho de palco durante um grande baile no CTG Campeiros do Sul (Alvorada-RS) e integrou-se imediatamente ao musical do Grupo. Juntamente com os demais parceiros do Quero Quero tem aulas regulares de manutenção e aperfeiçoamento da técnica instrumental e vocal.

  • LUCIANO SAMPAIO MAIA (Jan/97) - Gaita e Vocal
    Nasceu em Pelotas (RS), em 7 de novembro de 1980. A partir dos 9 anos inicia sua formação musical, tocando com o pai, Osni nas invernadas artísticas dos CTG’s da cidade. É um instrumentista autodidata, mas chegou a ter algumas aulas com o professor Oscar dos Reis. Atuou durante quatro anos na invernada da União Gaúcha João Simões Lopes Neto, a entidade tradicionalista mais antiga do Rio Grande do Sul. Com ela viajou à Russia para várias apresentações no Festival Internacional de Folclore, em Arkcangelsky. Tem dezenas de troféus arrebatados em competições de acordeon nos três Estados do Sul. Entre os mais importantes estão o de Grande Campeão do Rodeio Internacional de vacaria (janeiro de 1996) e o de Bi-Campeão do Fegart - Festival Gaúcho de Arte e Tradiçao, em 95 e 96. Em 96 também levou para Pelotas o troféu de campeão entre os gaiteiros de invernadas artísticas do Fegart. E, no mesmo evento, cita um feito especial: conseguiu 30 dos 60 pontos que deram para a cidade de Pelotas o troféu Cuia de Ouro do Fegart, destinado à 26a. Região tradicionalista, que maior pontuação conquistou no evento.

  • LUIZ EUGÊNIO SANTIAGO ("Pato") (Nov/89) - Guitarra e Vocal
    Portoalegranse, nascido em 02 de setembro de 1950, começa profissionalmente na música, sob a influência dos Beatles, aos 15 anos, integrando o conjunto Os indomáveis. Em 1970 funda o conjunto Ma0-Mao, que em 73 recebe convite para excursionar pela América latina. Para melhor representar o Brasil o grupo troca de nome para Made in Brazil, apresentando-se, com enorme sucesso, no Uruguai (Primeiro Lugar no Festival de Piriápolis) e na argentina (Rede Sheraton), juntamente com artistas de renome internacional como Malcom Roberts, Júlio Iglesias e outros. Devido ao grande sucesso destas apresentações o conjunto recebe convite para uma participação especial no festival de Viña Del mar, no Chile, onde novamente divide o palco com artistas de renome internacional - Roberto Carlos, Toquinho, Vinícius, Júlio Iglesias e outros. "Pato" como é conhecido no meio artístico, passa a atuar com o GRUPO QUERO-QUERO em 1989.

  • PAULO ROBERTO SIMÕES DOS SANTOS ("Marreco") (Ago/88) - Contrabaixo e Vocal
    Nascido em Porto Alegre, em 11 de julho de 1954, é Publicitário, formado pela FAMECOS-PUC. Começa profissionalmente na música aos 17 anos, em grupos de expressão menor. Em 1971 é convidado a integrar Os Hienas, onde passa a atuar junto a Roberto Kopp e Airton Schantz, em relação que levou-os a formar também, 17 anos depois (em 1988), o Grupo Quero-Quero . "Marreco" é um dos fundadores dos Conjuntos Mensagem e Grupo Máquina Paralelamente desenvolve trabalho em palcos de teatro com o Grupo Utopia, que marcou época no cenário da música popular gaúcha, formado por nomes como Bebeto Alves, Ricardo Frota, Cau Trein e De Santana. A partir deste trabalho Paulo Roberto participa das gravações com Nélson Coelho de Castro, Carlinhos Hartlieb, Os Araganos, Os Fronteiriços, Berenice Azambuja e Outros. Em 1982, ainda atuando paralelamente no Grupo Máquina, que fazia exclusivamente bailes, segue para o Rio de Janeiro, com o show Música Popular Gaúcha, para representar o Rio Grande do Sul, juntamente com nomes como Raul Elwanger, Bebeto Alves, Carlinhos Hartlieb, Nélson Coelho de Castro, Pery Souza, Galileu Arruda, Hermes Aquino, Berenice Azambuja, Mauro Kwitko, Jerônimo Jardim, projeto coordenado por Ayrton dos Anjos e Esdras Rubim. Integrou ainda grupos de baile como: Evento, Fama e Santa Paula. Em 1988 cria o GRUPO QUERO-QUERO.


Discografia
  1. Em agosto de 1989 o Quero-Quero gravou seu primeiro LP pela Gravadora ACIT, sob o título de "Um Grito Gaúcho", com o aval de nomes como Vilmar Romera, Nico Fagundes, Dimas Costa, Elton Saldanha e João Chagas Leite. Neste disco destacaram-se as músicas "Sogra Gaudéria" e "Alerta". Na capa, uma inovação para a época: ao invés da muito usada fotografia dos músicos, ela traz belíssima estampa de um quero-quero, com os pés fincados no pampa e o corpo gravado contra o céu azul. Tudo feito na técnica de aerografia pelo artista plástico Joaquim Gomes, o Joca.

  2. Em julho de 1991 o Grupo gravou o segundo disco, também pela ACIT, com o título de "Baile do Quero-Quero". Autores consagrados fazem parte do repertório deste LP: Elton Saldanha, Pery Souza, Jerônimo Jardim, Mariano More, além de composições próprias. Os maiores sucessos são "Baile do Quero-Quero", "Cantando por aí", "Marca Diabo", e "Taquito Militar", milonga argentina que tem servido como abertura de invernadas artísticas e programas de rádio, dentro e fora do Rio Grande do Sul. Nesta capa, a tradução de mais uma originalíssima concepção do publicitário Paulo Roberto "Marreco", contrabaixista e diretor do Grupo: acima da linha das cabeças do público, durante um baile lotado, a imagem do grupo em plena vibração da execução das músicas.

  3. O terceiro LP do GRUPO QUERO-QUERO - "LA VEM O RIO GRANDE A CAVALO" - sempre pela ACIT, consolida o estilo do Grupo e, sobretudo, solidifica seu nome no cenário musical regionalista. O material para a escolha do repertório deste disco foi preparado ao longo de dois anos e culminou com uma seleção entre 30 músicas inéditas e algumas regravações. Destacam-se "Entrando no Bororé", "Os Bonitão" e a seleção de clássicos da música gaúcha ( "Os Homens de Preto" (Paulo Ruschel) e segue com a "Chula", "Chimarrita" e "O Tatu") que compõe uma homenagem singela do grupo às invernadas artísticas. A idéia é somar-se ao movimento musical gaúcho de vanguarda, sem perder de vista o vasto e belo acervo cultural e folclórico, aspecto sempre presente na trajetória do QUERO-QUERO. Na capa, O Grupo encarna a imagem que materializa o título do trabalho: recortados contra o céu em pôr-do-sol, cinco cavaleiros e duas bandeiras - a do Brasil e a do Rio grande do Sul. O CD deste terceiro disco - que é o primeiro CD do Quero-Quero - inclui uma seleção das melhores músicas do primeiro (Um Grito Gaúcho) e do segundo (Baile do Quero-Quero).
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  4. O quarto disco, intitulado simplesmente "Quero-Quero" - consolida definitivamente a parceria musical entre duas entidades que se tornam a cada dia mais íntimas por suas afinidades: Elton Saldanha e grupo Quero-Quero. A belíssima milonga "Pé no Estribo" é mais uma jóia do tesouro de mágicas inspirações campeiras desse gaúcho que pretensamente urbanizou-se. É um hino que homenageia a amizade entre o peão e seu cavalo. Na chamarra "Canário da Terra" - uma parceria de Elton com Vaine Darde - O Quero-Quero trilha novamente o caminho mágico de inspirações com tradução perfeita, e recebe de Eduardo Waack - jornalista da cidade de Matão (SP) -, a observação elogiosa de ser "uma música para trilha de novela da Rede Globo". Valiosos presenças de autorias neste disco: mauro Ferreira, Darnei Bruno Lampert, Ivan da Terra, Paulo Costa, Sérgio Tarouco, Nelcy Vargas, Régis Marques, autorias do próprio Grupo e, finalmente, a regravação de um estandarte da música regional, a valsa "Quero-Quero", de autoria de Barbosa Lessa. Eis o repertório de excelência do quarto disco, onde o trabalho de baile - grande desafio e prazer de cada fim-de-semana - está sustentando ao longo das onze onze faixas: todas convidam ao sarandeio. Registre-se a boa novidade que foi a capa deste disco onde, pela primeira vez, se estampa com destaque a imagem do grupo. Uma imagem carismática, cuja expressão trasmite, ao primeiro olhar, prazer, satisfação com o trabalho que realiza. E quem já foi a um baile do Grupo Quero-Quero sabe o quanto isto é verdadeiro. E, finalmente, um trabalho do Grupo ganha encarte, que tem função e finalidade específicas: letras, cifras e glossário de termos gauchescos.

  5. O quinto disco é uma homenagem às mulheres. "Amiga Especial" é o nome da música - mais uma autoria de Elton Saldanha - que puxa e dá título ao trabalho. Gravação no verão de 96 e lançado no mês de maio seguinte, o disco traz autorias de José Carlos Porto, Darnei Bruno Lampert, Carlos Madruga, Alex Silveira, Vinícius Pitágoras Gomes, Anomar Danúbio Vieira, Gilberto Carvalho e as sempre presentes participações do próprio Grupo. Um destaque a mais neste trabalho é a participação de instrumentistas convidados que imprimem vibrantes cintilações de modernidade aos arranjos de ritmos bem campeiros: Edison Campagna (violões), Pedrinho Figueiredo (sax), Chico Ferreti (teclados) e Fernando do Ó (percussão). Outra nota excepcional é a versão do Grupo Quero-Quero para o clássico Gauchinha Bonita, de Djalma Correa. Uma vinheta de 51 segundos que encerra o disco em surpreendente arranjo de vocal à capela. Finalmente, é importante registrar esta capa, que poderia fazer o disco valer apenas por ela. A concepção original de Paulo Roberto "Marreco" de retratar a Gauchinha Bonita dos versos de Djalma foi concretizada à perfeição nas fotos de Cristina Martins e na produção gráfica de Luiz Carlos Fetter. Efeitos sobre fotos em coloridos que vão dos pastéis aos vibrantes fazem a mágica de dar vida a uma Amiga que, sem ser nenhuma específica, consegue ser todas em Especial. O encarte em quatro segmentos tem as letras e uma seleção de excelentes fotos do elenco que forma o Grupo.


Contatos

Grupo Quero-Quero
Av. Baltazar de Oliveira Garcia, 3457 conj. 109
Porto Alegre - RS - CEP 91.180-001
Fone/Fax: (051) 344.4239

Correio Eletrônico: queroque@via-rs.com.br


Informações Complementares

O GRUPO QUERO-QUERO é um grupo de shows e de animação de bailes à moda do folclore/cultura gaúcha fundado em agosto de 1.988. Se destaca, desde suas primeiras apresentações, pela qualidade técnica de som e de visual - calcada na farta bagagem profissional de seus integrantes e em um moderno e potente equipamento de som e luz.

Os músicos são comunicativos e mantém o ritmo de animação em rédea segura, sendo reconhecidos pela simpatia dos contatos de estreita mas respeitosa intimidade com o público, promovendo alegria pelo espírito de união e cordialidade e de exaltação da amizade que são os fundamentos dos festejos das tradições de nossa gente.

O Quero-Quero possui escritório com telefone e fax, e trabalha com três computadores próprios: uma CPU 286, para a área administrativa, uma 486, que serve como mini-estação gráfica, onde é realizado todo o trabalho de marketing, inclusive um pequeno jornal mensal (O Chasquito, que é distribuído nos bailes, por mala-direta a assinantes, e para 250 rádios que tocam música regional gaúcha nos três Estados do Sul, juntamente com o kit de divulgação dos lançamentos mensais da Gravadora ACIT). O terceiro micro, um 586, veio para atender às comunicações do conjunto, principalmente com a mídia, e está, inclusive ligado à INTERNET. Uma pequena mas firme equipe operacional, atende em expediente comercial diário (de segunda à sexta). O Quero-Quero oferece plantão de 24:00 horas por dia (7 dias por semana) nas áreas de Vendas e de Apoio Logístico às andanças do conjunto.

A organização das atividades-meio, visa garantir maior desenvoltura e agilidade à superação das dificuldades que se apresentam e o pronto atendimento de todas as necessidades para o exercício da atividade-fim do Grupo, que é a MÚSICA.

Esta estrutura foi montada para, por um lado, oferecer aos contratantes as mais confortáveis condições de negociação direta (por esta razão o Quero-Quero não dá exclusividade de venda a nenhum empresário em nenhuma região). Por outro lado, ela deve assegurar total tranqüilidade à equipe musical e técnica em suas atividades externas (bailes, shows, gravações), muitas delas realizadas através de viagens de médio e longo percurso.

O Quero-Quero movimenta-se em ônibus próprio (Mercedes Benz - 0-370 - 85, trucado, intercoolado).

Uma das características mais marcantes do conjunto é a estabilidade, que se traduz em ascensão gradual mas contínua. Não há altos e baixos registrados na carreira do Grupo.

Aos nove anos de existência, o ânimo da inovação e do crescimento continua resplandecendo a chama que fundamentou a criação do Grupo em 1988: excelência musical, prazer pelo trabalho e sucesso! Mantendo uma imagem jovem numa estampa moderna, a experiência dos músicos produz apresentações dinâmicas e intensas, ao mesmo tempo em que assegura a continuidade do elenco, tanto no trabalho instrumental quanto no de vocais.

Os arranjos musicais enxutos e bem cuidados continuam buscando uma linguagem menos descartável e também mais universal, num esforço para levar a música do Rio Grande do Sul para todo o Brasil (a exemplo do que acontece com a música e a cultura da Bahia, por exemplo). O Grupo Quero-Quero nunca bateu asas em busca de sucesso fácil, um "estouro". A garra, a persistência, a determinação, se dirigem a busca de uma outra qualidade em seu trabalho: a qualidade da permanência. Entre tocar muito e tocar sempre, o Quero-Quero escolhe a segunda alternativa.

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